Todos queremos cidades com serviços eficientes e baratos que melhorem o transporte, a saúde, a moradia, a educação etc. Mas a questão é como evitar que nossas cidades se tornem máquinas de precarizar trabalhadores, beneficiando apenas a interesses privados.

A smart city – essa “grife” que se tornou a cidade repleta de serviços de empresas Big Tech – se mostrou muito mais funcional, otimizada e controlada do que participativa, sustentável e justa. Como contraponto a esse sistema neoliberal, os especialistas em tecnologia e seus impactos socioeconômicos Evgeny Morozov e Francesca Bria oferecem uma série de exemplos e estudos de caso de formas de gestão cooperativa.

Por exemplo, as cidades de Amsterdã e de Barcelona, por meio do projeto Decode, iniciado em 2017, buscam implementar uma infraestrutura descentralizada de dados que devolve o controle sobre as informações aos cidadãos e oferece soluções de gerenciamento de dados flexíveis e atentas à privacidade.

De forma similar, o programa Datacités, lançado em 2016 em Paris, aborda o tópico do direito dos cidadãos a dados como bens públicos por meio do envolvimento de todas as partes interessadas no processo.

O programa também incentiva modelos alternativos para serviços urbanos nas áreas de mobilidade, energia e controle de resíduos com base na concepção de dados como recursos públicos. Para Morozov e Bria, retomar o controle sobre tecnologias, dados e infraestruturas é imprescindível para a gestão cooperativa da cidade inteligente do futuro – democrática e inclusiva.

Sobre o Autor

Pesquisador e escritor bielorrusso, estudioso das implicações políticas e sociais do progresso tecnológico e digital. Se formou pela American University in Bulgaria, viveu alguns anos em Berlim e se mudou para os Estados Unidos. Já colaborou com veículos americanos como The New York Times, The Economist, The Wall Street Journal, Financial Times, London Review of Books, Times Literary Supplement. E alguns de seus artigos foram publicados também por jornais internacionais, como El País e Folha de S. Paulo. Foi nomeado um dos 28 europeus mais influentes pela revista Politico em 2018.

Formada em Ciências Sociais e Econômicas na Sapienza Università di Roma, Francesca é mestre em Economia Digital pela Universidade de Londres, Birbeck (2009), e PhD em Inovação e Empreendedorismo pela Imperial College de Londres (2012). Como líder de projetos da agência britânica de inovação Nesta, conduziu a D-Cent de 2013 a 2016, a maior iniciativa em democracia digital e em moedas digitais da União Europeia. Desde 2012, lidera o projeto DSI de inovação social digital na Europa e, desde 2017, está à frente do projeto Decode em defesa da soberania sobre dados na Europa.

É conselheira na Comissão Europeia sobre políticas de Internet do Futuro e Inovação, além de Comissária de Tecnologia e Inovação Digital na Cidade de Barcelona, na Espanha. Francesca dá aula em universidades no Reino Unido e na Itália e vem auxiliando governos, organizações públicas e privadas e movimentos ligados às políticas de tecnologia e seus impactos socioeconômicos. Seu trabalho se volta a uma das questões-chave de nosso tempo: como podemos devolver às pessoas a propriedade sobre dados? Francesca foi citada na lista da revista Forbes das cinquenta mulheres mais importantes em tecnologia e na seleção das vinte pessoas mais influentes em governos digitais elaborada pela plataforma Apolitical. Também constou na lista das cem mulheres que estão mudando o mundo na revista italiana Repubblica D.

Doutorando pelo Programa de Ciências Ambientais do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo. Líder do programa de direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. É Mestre em Direito e Economia Política pela Universidade de Turim (2016). Mestre em Direito pela Universidade de São Paulo (2014), onde foi coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade (2013) e monitor das disciplinas de Sociologia Jurídica (FD) e Instituições de Direito para Economistas (FEA).

Foi líder de projeto do InternetLab. Foi pesquisador bolsista da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Diest/Ipea, 2013) e pesquisador bolsista da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, onde integrou o projeto Globalization, Lawyers and Emerging Economies (FGV/Harvard, 2013).

Ficha técnica

Editora : Ubu Editora; 1ª edição (11 novembro 2019)
Idioma : Português
Capa comum : 192 páginas
ISBN-10 : 857126046X
ISBN-13 : 978-8571260467
Dimensões : 18 x 12 x 1.4 cm

Link para compra do livro: https://amzn.to/3by4zMY

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